Barra Velha: Tartaruga é encontrada morta na praia das Canoas no Centro da cidade

20.05 – Uma moradora de Barra Velha encontrou hoje (20) por volta das 7h, mais uma tartaruga morta. Desta, o que sobrou do animal estava na praia das Canoas, no Centro. Em menos de 10 dias, esta é quinta tartaruga encontrada nas praias da cidade.

A moradora disse que a tartaruga estava com lesões na cabeça. Ela ligou para o Projeto de Monitoramento das Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), com sede em Penha, para que o animal seja resgatado e em seguida feita a necrópsia.

No dia 11, moradores da Praia do Grant, no bairro Itajuba, Barra Velha, encontraram presas em redes de pesca próximas da faixa de areia três tartarugas, sendo que uma delas estava morta e duas vivas, que foram resgatas pelos Bombeiros Militar e depois entregues ao PMP-BS. No dia 13, outra tartaruga morta foi encontrada na praia do Tabuleiro e hoje outra na praia das Canoas.

Conforme registros anteriores, feitos por reportagens dos meios de comunicação da região ou por postagens do Projeto de Monitoramento das Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), na maioria das vezes as tartarugas ficam presas em redes de pesca e morrem asfixiadas.

Vale lembrar, que em várias cidades litorâneas do norte catarinense são inúmeros os registros de redes feiticeiras (proibidas por lei) colocadas em locais não permitidos, como em boca de barras, próximas das praias e costões. “Aqui em Barra Velha desde a praia da Itajuba à boca da barra, já vi muitas redes em locais não permitidos. Já denunciei, mas nada foi feito até agora. Tá na hora dos órgãos fiscalizadores tomarem uma atitude. Passou do tempo”, reclama, Wilson dos Santos Vieira, morador da cidade.

Resgate

Sempre que avistar tartarugas, aves ou mamíferos marinhos nas praias, ligue para o PMP-BS pelo telefone 0800 642 3341. A ligação é gratuita e funciona diariamente das 8h às 17h30. Caso encontre um animal marinho preso em rede de pesca, tente removê-lo com cuidado e acione imediatamente o PMP-BS para fazer o resgate.

O PMP-BS tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. A unidade de tratamento veterinário de Penha, da Univali, monitora o Trecho 4, compreendido entre Governador Celso Ramos a Barra Velha.

Foto: Internauta

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