Barra Velha: Polícia Civil já ouviu dois suspeitos do assassinato da idosa morta no bairro Itajuba a golpes de tesoura e de ferro de passar roupas.

17.04 – A polícia Civil já ouviu dois suspeitos na investigação do assassinato da aposentada Catarina Wackerhage, 67 anos, morta a golpes de tesoura e de ferro de passar roupa no domingo retrasado, no bairro Itajuba, em Barra Velha. Por enquanto, ninguém foi preso. As investigações continuam.

De acordo com o delegado Eduardo Ferraz, a investigação segue duas linhas. A primeira de que teria ocorrido um feminicídio, com a morte ligada a um relacionamento afetivo. A segunda linha trabalha com a possibilidade de latrocínio, ou seja, alguém teria matado a aposentada para roubar. “Alguns bens sumiram, então não se descarta o latrocínio”, informa o delegado.

O cunhado da vítima, Volnei dos Passos, 41, encontrou Catarina morta na casa da rua 1005. “Eu não acredito que tenha sido isso [latrocínio]. Um ladrão não ia fazer o que o assassino fez com ela”, afirma, destacando a crueldade do crime.

Por outro lado, o cunhado relata que Catarina não tinha inimigos. Natural de Jaraguá do Sul, Catarina era viúva e deixou sete filhos. Ela teve um namorado, mas Volnei diz que só viu o cara uma vez. A mulher morava sozinha na casa no bairro Itajuba.

O corpo de Catarina foi encontrado pelo cunhado no quarto da casa da vítima, na rua 1005. O crime foi descoberto na segunda-feira, dia 8 de abril. Catarina sofreu diversos ferimentos na cabeça. Ela levou golpes no rosto e foi atingida por tesouradas na parte de trás da cabeça. O quarto estava bagunçado porque a aposentada teria lutado com o assassino para se defender.

O cunhado foi até o local, após Catarina faltar o almoço de domingo na casa da irmã. No fim de semana, ela falou pela última vez com a família, por telefone, e combinou o almoço. O portão foi encontrado trancado por dentro, mas a porta da casa estava arrombada. Segundo a polícia Civil, uma chave de fenda teria sido usada no arrombamento.

Uma faca limpa e uma tesoura suja de sangue foram largadas perto da porta. Havia marcas de sangue na pia do banheiro, onde o assassino teria lavado as mãos antes de ir embora.

Fonte: Diarinho/Polícia Civil

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