LUIZ ALVES

História

Em dezembro de 1876 a Comissão encarregada de discriminar as terras do domínio particular, no então município de Itajaí, segue para o Rio Luís Alves, a fim de escolher o melhor local para o estabelecimento de uma colônia, e, em função de tal desejo foram medidos 16 lotes, com 275 metros de frente e 1.100 metros de fundos.
Em 1877 a área territorial da colônia “Luís Alves” era de 12 léguas quadradas. Isto significava, em fins de setembro de 1877, que haviam sido medidos 224 lotes. E, em novembro de 1877, a colônia “Luís Alves” tem iniciado o seu povoamento. Os italianos foram os pioneiros na colonização de Luís Alves e logo após foram seguidos pelos alemães, austríacos e portugueses. Em 29 de novembro de 1877 chegava a primeira remessa de colonos eram 79 colonos. A segunda remessa chegou em 10 de dezembro de 1877 e a terceira remessa chegou dia 30 de dezembro de 1877.
Eram esses colonos italianos e austríacos, que ocuparam os primeiros 52 lotes, sendo 28 lotes às margens do Rio Luís Alves e 24 lotes às margens do Braço do Norte. Já os alemães que chegaram ocuparam 11 lotes às margens do ribeirão Máximo, enquanto os colonos nacionais tiveram 30 lotes, às margens dos ribeirões Serafim e Braço Seco. E por último os portugueses ocuparam lotes cedidos a eles às margens do Rio do Peixe. O diretor da colônia, era Júlio Grothe, administrou-a muito mal e foi demitido. Grothe então foi substituído pelo engenheiro Pedro Luís Taulois, a 13 de setembro de 1878, esse por sua vez exerceu a função até emancipação política de Luís Alves.
A colônia de Luís Alves teve também, vida acidentada, registrando – se vários motins entre os colonos, obrigando o emprego e a permanência da força policial para manter a ordem perturbada com relativa freqüência. Tal situação motivou o seu lento progresso até que, em 1890 o Governo da Província de Santa Catarina viu – se na contingência de lhe retirar os favores coloniais, extinguindo a colônia Luís Alves.
Iniciada em 1877 com 230 colonos, em 1878 elevava o seu número para 500 colonos. Apesar da extinção da colônia, nela se localizam ainda novas levas de colonos: em 1892 são 83, em 1893 outros 78 e, por fim, em 1894 mais 6.
Após que Pedro Luiz Taulois começou a dirigir a colônia, os interesses da colônia passaram a ser dirigidos por Brusque e mais tarde por Blumenau.
Em 1893, a companhia Torrens estabeleceu 83 colonos em área medida em Luís Alves, seguindo–se nos dois anos seguintes mais 84, aproveitando assim 167 dos 475 lotes demarcados. Após os interesses da colônia terem sido dirigidos por Brusque e mais tarde por Blumenau, ela foi completamente esquecida pouco que se fazia pela colônia Luís Alves. Então ela passou a ser Distrito do município de Itajaí por decreto de 10 de janeiro de 1903, Luís Alves de 1903 até 1958 foi Distrito de Itajaí. Até em 1958, eleva –se a categoria de município pela lei Nº. 348 de 21 de junho. E a Emancipação política no dia 18 de julho de 1958, sendo o 1º prefeito e eleito de Luís Alves o senhor Guilherme Schwanke. E o município começa a regredir nas décadas de 60 e 70. Agricultura é desvalorizada. O governo despreza os pequenos municípios e são incentivados os operários. As fábricas começam a pagar bem e os luisalvenses vão para as cidades pelas décadas de 1970 e 1980 surgiu o plantio da banana, que fez com que diminuísse o êxodo rural e com que o município se desenvolveu – se bastante economicamente.
Aproximadamente em 1977 iniciou – se a abertura da SC 413, a eletrificação rural, a retificação das estradas, o ginásio de esporte e o campo da SERAL, Calçamento da Rua 18 de Julho (Centro), construção do prédio do BESC, construção de pontes nas comunidades, abastecimento de água – represa e reservatório. Tudo isso no governo de Wilibaldo Bylardt (Prefeito) e Miro Hess (Vice – Prefeito) nos anos de 1977 a 1982.

Origem do nome do município

Muitas são as versões sobre o nome do município de Luiz Alves, mais a mais aceita é a de Dom Luiz Alves, e de seu escravo que também era chamado de Luiz Alves. Esse garoto era escravo de Dom Luiz Alves, um rico fazendeiro que morava na foz do Rio Luís Alves em Ilhota. Por ele ter começado ali a colonização de Ilhota, então foi dado o nome ao rio de Luiz Alves. Ele também acompanhou os imigrantes italianos até a colônia de Luiz Alves.
Com a grande popularidade da cachaça e de outros produtos, a nova colônia necessitava de comunicação. Então começava a aparecer as correspondências. Oferecer – se este trabalho ao negrinho Luiz Alves que pegava as encomendas e saia correndo até os núcleos. Quando alguém lhe perguntava como era o nome da colônia, simplesmente respondia que não sabia. Apenas tinha certeza que ia a 3 núcleos; dos italianos, alemães e portugueses. Todos o chamavam de “Negrinho Maluco”, mas ele tinha orgulho em dizer que se chamava Luiz Alves, o nome do patrão que originou o nome do rio, que ele seguia. Em uma assembleia do legislativo catarinense foi levado e aprovado o nome de Luís Alves. A dúvida é, será que é homenagem a Dom Luís Alves, ou ao “escravo”?

O histórico da religião Católica em Luís Alves

A colônia Luís Alves, foi iniciada em 1877 com a chegada dos primeiros imigrantes italianos, logo após seguidos pelos alemães e portugueses ao município. Em 1879 já estava edificada a primeira e simples capela dedicada a São Vicente de Paulo. Em 1899, foi construída a segunda capela, com licença dada pelo bispo de Curitiba, Dom Duarte Leopoldo e Silva.
Em 1912 foi criada a Paróquia São Vicente de Paulo. A atual igreja matriz São Vicente de Paulo foi iniciada a sua construção em 1941 e concluída em 1952. Em setembro de 2002 foi comemorado o seu jubileu áureo da sua construção.
Em novembro de 1977 foi comemorado o centenário da fundação da colônia de Luís Alves. No dia 2 de dezembro de 2007 foram comemorados os 130 anos da imigração italiana. Em 18 de julho de 2008 foi comemorado o cinqüentenário de emancipação política do município de Luís Alves. Em 2012, será comemorado o centenário da criação da Paróquia São Vicente de Paulo.
Atualmente a Paróquia São Vicente de Paulo (Centro de Luís Alves), tem 17 capelas espalhadas por toda a extensão territorial de Luís Alves.